aCena Recifense entrevista Elliot

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Existe vida noturna para além da RMR e Elliot e suas produções são a prova disso! Fortalecendo a cena de Petrolina, o DJ e produtor cultural bateu um papo especial com o aCena sobre seu trabalho e visões. Confira!

DESCOBRINDO A MÚSICA

“Minha memória mais antiga é de quando eu era criança e tinha problemas para dormir. Uma forma de relaxar que minha mãe conseguiu fazer comigo foi comprar um rádio e colocar do lado da minha cama todas as noites. Eu só dormia ouvindo música, e daí que surgiu essa paixão. Conforme fui crescendo, comecei a acompanhar música pop no geral, consumia muitos CDs, DVDs, programas musicais na TV etc. Chegou num ponto que eu quis me tornar aquilo que eu via e escutava, e a partir disso comecei a discotecar aos 22 anos, inserido na noite e nos palcos.”

UMA PISTA COMANDADA POR ELLIOT

“Eu diria que é única. Sempre realizo uma pesquisa pra cada evento, deixando aquele momento exclusivo, tanto pra mim quanto para o público. Tenho pavor de rotina, da repetição, da mesmice, então por isso eu sempre gosto de trazer uma nova experiência pra todo mundo. Isso deixa as coisas mais dinâmicas e interssantes.”

Para além de sua vivência como DJ, Elliot também é peça fundamental na cena artística de Petrolina, atuando como produtor da V3 e de uma série de festas e eventos, além de ser um dos responsáveis pelo Benditto Bar, novo espaço que acolhe a vida noturna na cidade.

A VIDA NOTURNA EM PETROLINA

“Acho que já passei por muitas fases da vida noturna de Petrolina. Comecei a frequentar festas em 2009 e desde aquele tempo muita coisa mudou, pra pior e pra melhor. Com toda essa bagagem que adquiri sendo público e atração, consigo encontrar um equilíbrio pra definir o que a cena quer e precisa nas minhas produções. Está sendo incrível viver esse outro lado da noite. Não vou dizer que são mil maravilhas, porque é muito puxado e cansativo, mas o retorno está sendo o melhor que eu ja tive durante toda minha carreira.”

Hoje sinto que estou no momento certo da cena de Petrolina. Receber o carinho das pessoas e poder entregar o que a cidade sempre mereceu é muito gratificante!

A PRODUTORA V3

“A V3 meio que nasceu de uma necessidade de fazer o rolê ser diferente, imersivo e com foco na experiência. Senti que a cena de Petrolina estava precisando se elevar na região, pesando mais na questão sensorial de música, paladar e visuais. Tudo é pensado pra que essas questões se comuniquem com o tema da edição. Por exemplo, criamos um drink exclusivo pra cada uma delas, preparamos um ensaio fotográfico e fazemos uma curadoria especial pra entrar na vibe. Temos todo um storytelling contando uma narrativa e deixar todo o público imerso na proposta.”

“Felizmente consegui reunir uma equipe que consegue pensar junto comigo e fazer acontecer tudo isso. Quando juntamos eu, Daniel Mendes, Rubens Henrique, Thulyo do Vale, Othierri e Rafael Pinheiro, botamos pra gerar sempre uma nova edição e com novos olhares dispostos a trazer essa experiência exclusiva.

Fora isso, nosso desejo é continuar existindo. Vejo produtoras de 10, 20 anos de história em outras cidades, e eu pretendo estar ali também nesse hall. Quero que seja duradouro enquanto eu ainda tenho fogo nos olhos.”

O BENDITTO BAR

“O Benditto é um desejo antigo. Eu produzo eventos desde 2017, quando eu fazia drag (ainda tem isso kkkk), passando pela Mad Haus, DUO e depois fui produtor fixo de outras duas casas, o GALLPÃO e o Reserva Pub. Nesse meio tempo vivenciei um pouco dessa rotina de uma casa noturna, e com um pouco de dúvida se eu aguentaria a responsabilidade. Depois do boom da V3, percebi que locais pra festa em Petrolina são bem escassos, mas durante a produção da HYPERBAILE surgiu a oportunidade de ter um ponto fixo, e daí eu só me agarrei, nem pensei muito. Falei pra Rafael, meu amigo e sócio, um belo ‘bora?’ e ele ‘bora!’. Até agora ta sendo incrível fazer essas produções menores e em grande quantidade. É um momento novo, mas que tem me ajudado bastante a entender esse lado mais empreendedor meu, mesmo sendo 80% focado no artístico.”

O FUTURO DE ELLIOT

“Minha meta é conseguir levar minhas produções para outras cidades e estados, mas sei que demanda um tempo. As coisas precisam acontecer aos poucos e eu não sou do tipo de quem acelera os processos. Prefiro curtir muito o momento e depois expandir. É tudo muito gostoso, mas dá um nó na cabeça às vezes, então faço tudo com cautela. Ahhh, mas quero muito um dia trabalhar com artistas nacionais de grande porte. Quem sabe em breve?”

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