O recifense Samuel de Saboia, reconhecido principalmente por seu trabalho nas artes visuais, estreou, recentemente, no mundo da música ao lançar seu primeiro álbum, “As Noites Estão Cada Dia Mais Claras”, trabalho autoral com 11 faixas e que será apresentado pela primeira vez em Recife na edição de 2025 do No Ar Coquetel Molotov!
SOBRE O ÁLBUM
“O ‘As Noites Estão Cada Dia Mais Claras’ foi composto entre viagens, em pequenos intervalos de respiro durante minhas exposições. Cada faixa é uma tentativa de ordenar o caos, não para domesticá-lo, mas para compreendê-lo. É um disco sobre se reconhecer nas sombras e encontrar a beleza mesmo no desequilíbrio!”
“Produzir este álbum foi um mergulho total. Eu queria que cada som tivesse uma intenção e um corpo, que o projeto inteiro respirasse junto. Trabalhar junto a meus amigos Lucas Cavallin, Llez e Victor dos Anjos na produção e assim entrar em todas as etapas significou não terceirizar sentimento algum! A produção, os arranjos, tudo é extensão de um mesmo gesto. Isso faz com que o álbum soe orgânico, com imperfeições humanas que se tornaram parte da estética. É uma obra muito íntima, mas feita pra dialogar com o outro.”
A INFLUÊNCIA DE PERNAMBUCO
“Pernambuco é uma espécie de pulsação dentro do disco, algumas faixas me remetem especificamente a ruas, áreas e momentos vividos em Recife. Mesmo quando as faixas nasceram em outros países, o sotaque e minha formação cultural estavam lá nos timbres, na cadência e na forma de olhar o mundo. Aprendi em casa que arte e resistência são a mesma coisa, e isso atravessa tudo o que eu faço. A distância só fez essa influência soar ainda mais nítida.”
A RELAÇÃO COM O MOLOTOV
“O Coquetel sempre foi, para mim, um ponto de convergência entre sonho e realidade. Comecei como público ainda adolescente observando como aquele festival conseguia reunir tantas linguagens diferentes. Com o tempo, essa relação se transformou em parceria e afeto. Já estive ali de várias formas: como espectador, colaborador e, agora, como artista convidado. Estar nesse palco é como fechar um ciclo e abrir outro ao mesmo tempo.”
“Quero assistir de perto artistas que admiro, mas também deixar espaço para o acaso — aquele show que te surpreende e muda o rumo do dia. O festival é sobre esse tipo de encontro. Duquesa e Urias serão showzassos, Don L também tá com um álbum foda. Tem umas faixas antigas de Isabella Lovestory que já dancei muito por aí, espero que ela toque Kitten Heel e Mariposa!”