Olivier, um dos novos nomes em ascensão no pop pernambucano, bateu um papo especial com o aCena Recifense sobre sua trajetória e seu álbum de estreia, “Dias de Calor”. Confira:
A JORNADA DE OLIVIER – Olivier estreou no mundo da música em 2018, conduzindo a banda de indie rock Ânima. De lá pra cá, o artista também esteve envolvido na produção e composição de trabalhos de nomes como GOMES, Jáder e Mirela Hazin.
“A música surgiu na minha vida desde quando eu era muito criança. Tenho da lembrança muito forte de ouvir os discos dos meus pais no carro e ficar fascinado lendo os encartes dos CDs e vendo os créditos. A vontade de lidar com a música como algo profissional foi algo muito natural e meio que inevitável. Eu tinha muita vontade de de me lançar para o mundo e de estar em palcos me conectando com outras pessoas. A partir disso eu percebi que o caminho seria escrever minhas próprias músicas e construir minha identidade artística.”
“Essa conexão de participar dos processos de outros artistas faz com que eu consiga ter outras dimensões na música, assimilando referências musicais e temas para abordar nas minhas próprias criações. Trabalhar com outros artistas é uma coisa que eu valorizo muito, pois para além de gostar de ser o artista principal que tá ali dando as caras, também curto ser um cara dos bastidores, do estúdio, é algo que me movimenta!”
O ÁLBUM “DIAS DE CALOR”
“O álbum ‘Dias de Calor’ surgiu de um momento muito intenso da minha vida, onde eu estava vivendo muitas coisas, mas sem tempo pra processar tudo. A forma que eu achei de compreender as coisas que estavam acontecendo foi escrevendo música. Coincidentemente nesse momento eu estava fazendo faculdade de produção fonográfica com Eutimyo, que é o produtor principal do álbum. Acabei mostrando uma música pra ele começamos a trabalhar ela inicialmente como um projeto da faculdade, mas a parceria deu muito certo e acabou gerando esse álbum.”
“Eu acho que ‘Dias de Calor’ é um álbum muito sincero e muito emocional. Então, se você estiver passando por alguma coisa na sua vida, estiver com alguma angústia, alguma indecisão, às vezes pode ser um álbum que pode te tocar lá dentro. Além disso, ele é um álbum muito diverso em estilos musicais. Então, a gente vai do drum’n’bass, do house, até o funk brasileiro e o rock!”
O FATOR PERNAMBUCO EM “DIAS DE CALOR”
“Eu sou fascinado desde as manifestações mais antigas da nossa cultura, como maracatu e frevo, até chegar no manguebeat e no brega funk. O interlúdio do disco, ‘Estado Crítico’, começa com uma melodia que lembra o frevo ‘Cabelo de Fogo’, que traz a melancolia do carnaval, já que o álbum é muito melancólico.. Pernambuco também tá no visual do álbum, já que em várias fotos do disco eu tô de frente a uma projeção que tá mostrando Recife, Olinda, trazendo essa questão da minha relação com o lugar em que eu vivo.”
“Eu acho que viver em Pernambuco e não ser atravessado pela cultura daqui é impossível, porque ela é muito forte, rica e fascinante.“
O VISUAL DE “DIAS DE CALOR”
“A gente construiu toda a narrativa visual de ‘Dias de Calor’ com um filme que ganhou o mesmo nome, que é um curta metragem que me mostra chegando numa casa desconhecida e essa casa vai evocando várias lembranças, cada cômodo traz coisas específicas que eu vou sentindo e vou vivendo. Eu tive uma equipe linda de visual trabalhando no filme e os feats do álbum também aparecem junto comigo no curta. Acho que essa parte visual ilustra muito do que a minha cabeça pensou na hora de criar o álbum, então é um ponto forte do projeto.”
O FUTURO DE OLIVIER
“Acho que a curto prazo eu quero muito rodar o máximo possível com o show de ‘Dias de Calor’, que já estamos preparando e tá ficando lindo. Quero mostrar esse álbum pro público ao vivo, porque é a forma que eu sempre mais gostei de fazer música! Além disso, a gente também está planejando um live session do álbum. A longo prazo o que eu posso dizer é que o público pode esperar que eu vou continuar inovando e buscando outras versões minhas em novas formas de fazer música e arte no geral!”