aCena Recifense entrevista Latty (BA)

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Estreando nosso novo quadro, o “Outras Cenas”, batemos com papo com a DJ e produtora cultural Latty sobre sua carreira e a cena noturna de Salvador! Vem conferir!

CONHECENDO LATTY:

Comecei minha trajetória enquanto DJ na cena de Salvador em 2016, tocando em festas com temática pop e indie pop. Sempre curti o fato de tocar em festas, mas só em 2022 eu encarei de fato isso enquanto profissão, escolhendo um nome artístico e me dedicando a estudar uma linha de trabalho mais organizada e eletrônica, que é a que eu faço hoje.”

“Costumo dizer que a estética do meu som é baseada numa barulheira latina e experimental. Dentro do leque de opções que nós temos dentro do segmento eletrônico, meus preferidos com certeza sempre serão o funk (dentro de suas variações, em especial, o bolha, mandelão e o tuim) e o latin core, segmento que experimenta com a guaracha e o techno também.”

“Definitivamente do final do ano passado até aqui muita coisa boa aconteceu no meu trabalho, mas sempre gosto de destacar o ‘Festival da Virada Salvador’, no ano novo e o ‘Beco das Cores’, um palco em formato de torre no circuito Barra-Ondina do carnaval de Salvador. Além disso, esse ano eu consegui visitar algumas cidades que desejava muito como Recife, Fortaleza e Manaus.

A INFLUÊNCIA DE SSA NO TRABALHO DE LATTY

“Eu nasci em Feira de Santana, região metropolitana da cidade, então Salvador vem me moldando desde os 6 anos de idade que foi quando eu cheguei. Enquanto multiartista, já passei por diversas áreas de atuação nas artes e Salvador sempre se fez presente, nos meus trabalhos, na minha existência. Sabe aquele molho? Então… É uma cidade muita rica em sons, visuais, histórias, então é mais fácil se conectar com a criatividade.”

A CENA NOTURNA DE SSA

“Salvador por si só já é uma cidade diferente. É até difícil de explicar em palavras, é uma cidade de sensações. A gente sempre fala sobre um “molho” diferente que a Bahia tem e só provando pra entender. Mas a nossa cena (e aqui cito a cena que me faço presente, a cena eletrônica queer e underground da cidade) tem passado por um processo mais forte de pertencimento. Acho que nós produtores, djs e consumidores da cena estamos olhando com um pouco mais de esperança e vontade pra tudo que estamos construindo aqui individual e coletivamente também. Enxergando a música eletrônica baiana e soteropolitana como pertencentes dessa cultura tão rica que é difundida em Salvador.”

5 LUGARES PRA CONHECER:

A MARUJADA

SÓ SHAPE TABACARIA

BAR DA PRI

PIRÂMIDE SALVADOR

BARES DO BAIRRO

DOIS DE JULHO

5 FESTAS PARA FREQUENTAR

CLUBLATTY

SHOWCASE

BAILE EMBRAZZA

MANIFESTO

PAULILO PAREDÃO

5 ARTISTAS PRA FICAR DE OLHO

VENDRANA

CERQS

MEQUETREFF

ERRARI

EVYLIN

MAS E RECIFE?

“Minha conexão com Recife começou em Salvador, na verdade. Quando conheci alguns dos produtores daqui como Vands e Kai, daí a partir disso fui conhecendo mais artistas da cena e nascendo essa vontade de conhecer pessoalmente, sabe? Em fevereiro deste ano, toquei em Recife pela primeira vez numa edição da Showcase no Armazém do Campo e a partir daí foi amor à primeira pista. Gostei muito da cidade e de conhecer como a cultura clubber é trabalhada aqui. Essa é a minha terceira vez na cidade e a quarta vez que toco pro público daqui. Dessa vez eu venho pela Kobra Eletrika, um selo que eu amo e trabalho sempre lá de Sergipe e que vai fazer sua primeira edição aqui na cidade lá no Quintal do Sossego dia 12/12.

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