O duo L’amour, formado por Kawin e Lana, estreou oficialmente no cenário musical com o lançamento do seu primeiro EP, que está disponível em todas as plataformas de streaming desde o dia 25 de dezembro de 2025. Criado de forma totalmente independente e à distância, o projeto aposta em uma estética RnB, Rap e Afro RnB para narrar o amor como uma trajetória emocional profunda, sensível e madura. Embora atualmente radicado na França, Kawin é nascido e criado em Olinda (PE), cidade que marca sua formação artística.
O projeto surgiu em Rennes, na região da Bretanha francesa, em julho de 2025, a partir da conexão artística entre Kawin, produtor, compositor e intérprete, que vive na França desde 2017, e pela cantora, compositora e responsável também pela identidade visual do EP, Alana Martiniano, ou Lana que é seu nome artístico. Apesar de nunca terem se encontrado pessoalmente, os artistas constroem em L’amour uma obra coesa, calorosa e intimista, marcada pela proximidade das vozes e pela ausência de excessos sonoros.

“Sempre admirei a voz da Alana, mesmo sem nunca termos nos encontrado pessoalmente. Mantemos contato há anos pelas redes sociais e o desejo de criar algo junto sempre existiu. Já tentamos antes, mas a distância dificultava. Desta vez, tudo fluiu: conseguimos construir um projeto que nos representa. Sou muito fã da Alana, esse foi o principal impulso”, destacou Kawin.
Com seis faixas, o EP funciona como uma narrativa sentimental contínua, em que cada música representa um capítulo emocional. Canções como “Castelo obscuro”, “Noites sem estrelas”, “Me Gusta”, “Âncora”, “Je t’aime” e “Onde Houver Amor” exploram diferentes dimensões do afeto: o desejo, o apego, a vulnerabilidade, a distância, a ternura e a esperança. O amor aparece não como conflito, mas como ponto de ancoragem e permanência.
Sonoramente, L’amour se constrói a partir de graves quentes e envolventes, texturas aéreas, instrumentais orgânicos e vozes suaves, humanas e próximas, tratadas como o verdadeiro coração do projeto. A produção privilegia o silêncio, a respiração e as nuances, criando uma experiência imersiva que convida o ouvinte a desacelerar. “A ideia é provocar uma tranquilidade imediata, oferecer um espaço onde se possa descansar emocionalmente”, explicam os artistas.
A faixa “Castelo obscuro” resume o espírito do EP e marca seu ponto de partida: pensada inicialmente como um single isolado, acabou dando origem a todo o projeto. A partir dela, o fluxo criativo se estabeleceu de forma orgânica, sem temas previamente definidos, embora o amor, em suas múltiplas formas, tenha se imposto naturalmente como eixo central.
O processo de criação também reforça o caráter íntimo da obra. Alana gravou todas as vozes em seu próprio quarto, utilizando apenas um microfone USB e um computador. Kawin gravou suas partes em um mini estúdio montado na garagem de casa, na França, além de assinar a mixagem e masterização. Os instrumentais contam com a colaboração de cinco beatmakers diferentes, e a produção musical é creditada à B2S Production, empresa francesa de audiovisual. Não houve financiamento ou edital: trata-se de uma produção 100% independente.
“Esse é o maior e mais prazeroso projeto musical de que já participei. Trabalhar com Kawin é muito fluido: existe liberdade e conexão entre o que escrevemos e o som que imaginamos. O processo foi leve, intenso e cheio de emoção. Fazer esse EP juntos, como compositora e intérprete, é uma conquista muito bonita, funcionamos muito bem em parceria”, pontuou Alana.
O próximo passo do duo é a gravação de um clipe para “Castelo obscuro” e, apesar de ainda não haver agenda de shows devido à distância geográfica entre os artistas, o projeto mira reconhecimento artístico, especialmente no Brasil, e a possibilidade de novos desdobramentos internacionais.
Acesse o EP completo no Spotify: