aCena Recifense entrevista Banda Guma

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A banda Guma acabou de lançar seu mais novo álbum, “Virando Noite”, e nós, do aCena Recifense, batemos um papo especial com o grupo sobre sua trajetória e seu novo projeto!

Após “Cais” (2018), a Guma, banda formada por Katarina Nápoles, Carlos Filizola e Caio Wallerstein, inicia uma nova fase com “Virando Noite”, seu segundo álbum de estúdio que reúne 12 faixas autorais e conta com participações de Bruna Alimonda e Uana.

✦ O SURGIMENTO DA BANDA GUMA ✦

“Nós somos um trio de amigos que se conheceu na faculdade, na Universidade Federal de Pernambuco. Vimos que tínhamos muita afinidade musical e o sonho de ter uma banda autoral que fosse para frente mesmo, porque achávamos que todas as outras bandas que tivemos eram ‘muito jogadas’. A nossa vontade era ter uma banda autoral que fosse ‘um trabalho mesmo e não só um hobby’. O ponto de virada para nos dedicarmos à Guma de verdade foi quando percebemos que as composições eram algo diferente. Quando as primeiras ideias foram mostradas, dissemos: ‘opa, isso aqui é fora da curva’. Foi quando pensamos que queriamos estar juntos fazendo arte.”

“Os momentos mais memoráveis para nós são todos aqueles em que pudemos estar muito juntos, vivendo música, só música. Achamos que todos os momentos em que damos uma emergida na música, vivendo o processo do trabalho mesmo, são muito massa. São nessas imersões que nós vislumbramos um mundo em que a gente só faz isso, e não tem todas as obrigações que nos desviam da música.”

✦ AS REFERÊNCIAS DA BANDA ✦

“Temos nomes muito essenciais que levamos até hoje, como Metá Metá, Céu, Cidadão Instigado e Siba. Neste novo disco, conseguimos adicionar mais complexidade com referências internacionais, como Kali Uchis, Anderson Paak, Bruno Mars e Kraftwerk. No final, a nossa linguagem é antiga também, pois o que queremos falar, o romantismo, o amor idealizado também estava lá em Reginaldo Rossi, Roberto Carlos, passando pelo nosso brega recifense.”

✦ O DISCO “VIRANDO NOITE” ✦

“O disco surgiu de uma experiência no festival ‘Play the Movie’, onde fomos desafiados a compor junto com o filme ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’. Este segundo disco tem um amadurecimento pessoal e de som e o filme aparece muito ali no disco! Na estética, tentamos dar uma pincelada em uma coisa meio futurista, adicionando elementos eletrônicos e sintetizadores que remetem a vários sons que escutamos. O visual traduz isso no espelhado, no neon e nas cores do pôr do sol que também estão presentes no filme.“

‘Estamos muito orgulhosos do resultado final de ‘Virando Noite’. Ficou muito melhor do que imaginávamos! E esse resultado só foi possível porque tivemos o apoio de um edital público, que fez total diferença ao nos permitir contratar uma equipe extremamente qualificada e dedicada. Além disso, entendemos que, por mais que tenha demorado, a arte precisa de um tempo para ser feita mesmo, e também de dinheiro, para que possamos fazer um produto legal e bonito como ‘Virando Noite’.”

✦ AS PARTICIPAÇÕES DO PROJETO ✦

“As colaborações com Uana e Bruna Alimonda vieram primeiro de um desejo de trabalhar com artistas incríveis. É importante dizer que este nosso disco foi viabilizado por um edital de fomento do SIC da Prefeitura do Recife. Ter essa verba e estrutura possibilitou que pudéssemos ir atrás de artistas muito legais para fazer parte, garantindo uma estrutura e uma viabilidade necessárias para a realização do nosso desejo de trabalhar ao lado delas.”

✦ O FUTURO DA BANDA ✦

“Nosso maior objetivo agora é conseguir rodar com o show de ‘Virando Noite’. Queremos rodar o máximo possível em outras cidades para mostrar este novo trabalho ao vivo. Um sonho que temos sempre na ponta da língua é o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Se pudermos tocar lá, estaremos realizados! Queremos tocar mais em outros festivais também para conseguir chegar em novas pessoas!”

“Nós vemos que é muito difícil, hoje em dia, as pessoas pararem para escutar alguma coisa nova, já que na correria do dia a dia preferem ouvir suas músicas de conforto. Entendemos que escutar música nova é um desafio e é necessário sair do lugar. Por isso é muito bom ver quem se abre para conhecer o nosso trabalho, e esperamos que as pessoas estejam sempre dispostas a fazer esse exercício de se desafiar, pois é isso alimenta a galera que está começando!”

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