aCena Recifense entrevista Cabra Guaraná (DF)

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Após o sucesso da última edição, Cabra Guaraná retorna ao Recife para mais um “Baile da Cabra”, evento que ocorre hoje (24/10), no Espaço Almirante, com ingressos já disponíveis na plataforma Sympla.

Além de Cabra Guaraná, o evento contará com nomes de Miguel Mausi, Allana Marques, DAVS e Urêa Beat Singer comandando a pista!

Como a música chegou na sua vida e de onde vem esse misto de referências e gêneros que vemos em seu trabalho?

“A música veio na minha vida primeiramente da igreja, mas aí eu fui expulso! Depois disso comecei a tocar rock e, passando-se um tempo, comecei a ser produtor musical. Ai as vertentes ‘bregas’ chegaram juntas, embora elas sempre estivessem presentes, pois cresci na periferia de Brasília e lá sempre tocou ‘brega’. Começavam a ouvir Calcinha Preta na sexta-feira à noite e só paravam no domingo à noite! Depois vieram mais influências de música, como o MPB. Aí eu comecei a misturar tudo isso e foi uma coisa natural! Hoje eu gosto de falar que as minhas referências são de músicas brasileiras verdadeiramente populares!”

Eu relutei muito tempo sobre ser DJ. Eu não queria ser DJ, mas acabei amando o que faço!

De que maneira e com que intuito nasceu o Baile dA Cabra?

“O Baile da Cabra nasceu de uma vontade minha de fazer uma festa sem muitos rótulos e que expressasse o que eu já estava fazendo, principalmente os mash-ups, as misturas musicais. A primeira edição aconteceu em São Paulo e a partir do carnaval de 2025 surgiu uma demanda de fazer a festa fora em várias outras cidade e tá dando muito bom! No Baile do Cabra eu gosto sempre de levar artistas da cidade, como vai acontecer no Recife, porque faz muito mais sentido do que ficar importando coisas. De fora já basta eu! Então quando a gente faz o Baile da Cabra, já vamos com esse espírito de misturar as coisas, sem preconceito de nada, com cada um podendo fazer o que quiser, desde que respeite todo mundo!”

Qual sua relação com a música pernambucana?

“A minha relação com a música pernambucana vem de respeito e pesquisa! Eu já conhecia o Nação Zumbi, que é uma referência musical para mim, mas aprofundei mais minha pesquisa na música pernambucana depois que vim tocar aqui em janeiro, no Reveião da Golarrolê. A partir disso eu me aprofundei mais e comecei a fazer uma pesquisa maior, inclusive sobre o brega funk, ritmo do qual eu já tinha uma pesquisa no brega funk, mas a parte histórico do movimento eu comecei a pesquisar um pouco depois que eu vim tocar aqui, consolidando o respeito que eu tenho pela música pernambucana!”

A NOVA EDIÇÃO DO BAILE DA CABRA NO RECIFE

“O line dessa edição foi influenciado pela minha produtora, Raquel, que é de Recife. Ela foi fazendo sugestões pra mim, assim como a Gola Rolê, que sugeriu o Urêa e DAVS. Achei todas as sugestões massas e topei a line porque vi uma pluralidade artistas pernambucanos!”

“O que se pode esperar do Baile da Cabra é que você não tem a mínima ideia do que você pode esperar. Nem eu sei, às vezes, o que vai acontecer, nem eu sei o que eu vou fazer tocando! O último Baile da Cabra, que eu fiz em Brasília, toquei vestido de Power Ranger, com a máscara do Miguel Mausi, que é outra persona que eu criei, é um outro DJ, que também sou eu, só que com a máscara do Mickey… O último Baile da Cabra foi isso: Meio que aleatório o som, que já é sempre muito aleatório. Eu costumo fazer um mash-up, que eu gosto de chamar de mexidão, por semana. Então você vai ouvir músicas que você não vai encontrar no Shazam, isso aí é certeza que é sempre algo único!”

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