aCena Recifense entrevista Malu Rizzo

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Nesta semana o aCena Recifense bateu um papo com a cantora Malu Rizzo, revelação do pop pernambucano.

A artista lançou recentemente dois singles que fazem parte de uma trilogia especial que sucede seu álbum de estreia.

1. Como a música surgiu na sua vida?

A música sempre esteve presente na minha criação como algo de força e importância, de vínculo: minha mãe me apresentando os movimentos da cultura nacional e MPB, meu pai com a paixão pelo forró, o axé nas festas de família, os adolescentes ao meu redor com a música internacional, funk e pagodão… Sempre foi sobre pertencer e se conectar. Mas realmente compreendi a música como força motora e trabalho através da escrita. Componho para expressar o que sinto desde muito nova, criança mesmo, e sempre fiquei admirada com a possibilidade de maximizar aquilo através de técnicas de cantos, performance, audiovisual… Talvez basicamente ser dramática tenha me levado até aqui.

2. Quais foram/são suas principais referências na música?

Eu acho sempre muito difícil definir as minhas referências em alguns nomes porque sempre me deixei ser influenciada por tudo e sempre gostei de escutar tudo. Mas alguns artistas da minha região como Zé Manoel – na paixão e intensidade do piano – e João Gilberto na maneira de cantar e poesia – me marcaram quando criança. O pagode baiano e o funk que sempre amei dançar. A escrita e maneira de explorar os sons de Chico César. A guitarra e poesias da tropicália que minha mãe me apresentou. Tudo de internacional que eu via nos clipes na tv. Hoje escuto muito rap feminino, como o de Flora, Duquesa, Ebony, e também sinto influência nas minhas maneiras de cantar.

3. O que seria a vibe “dark pop do sertão urbano” que você passa no seu trabalho?

“Uso o termo ‘dark pop’ como uma maneira de traduzir um ‘verdades cruas em ritmos gostosos’. Essa é a ideia de uma música densa, em letra e som, que usa dos artifícios do pop pra ser mais fácil e até divertida de digerir e viver. Porque a vida dói, mas ainda tem que ser boa. E a gente pode expressar as piores coisas das melhores formas.”

Reivindicar o ‘sertão urbano’ é sobre tentar explicar essa vivência única que me atravessa e que traduzo tanto no visual do meu trabalho quanto na mistura de referências sonoras que tive, e bater de frente com o estereótipo de sertão que eu sempre via na tv mas nunca refletiu minha realidade como jovem que nasceu e cresceu no Vale do São Francisco. Não entendem quando eu falo de banho de rio em águas cristalinas, de um lugar que é berço de novos negócios, que temos um aeroporto com voos comerciais desde 84, uma vida noturna agitada e diversa. Por ser longe da capital do estado (PE), Petrolina vira um centro forte e único.

4. De que forma nasceu o seu álbum de estreia “Drama, Sexo e Poesia”? O que ele representa na sua carreira?

Quando eu me voltei para a sonoridade pop, passei um tempo lançando singles, experimentando e explorando minha escrita e produção. “Pra te provocar” por exemplo escrevi depois de me propor escrever um pop mais pop possível, sempre carregando meu principal elemento de escrita: a sinceridade, falar do que sinto. A partir daí as músicas foram vindo junto com a história de amor que eu estava vivendo. Eu percebi e entendi que viria o álbum. Me propus a fazer isso também, experimental maior: 1 álbum amarrado, 10 músicas, 11 visuais pra acompanhar.

5. Nos conte um pouco sobre seu mais novo single, “LADO RUIM”.

Lado ruim é o ato 1 de 3 que virão. Diria que esse trio é basicamente o epílogo da história contada no álbum.

Continua a busca pela beleza do amor. Seria o amor aceitar o lado ruim de alguém? Acho que fala da minha idealização: ser aceita por completo.

Versão sobre Eu duvido:

EU DUVIDO é o ato 2 de 3. Essa trilogia é o epílogo da história contada no álbum.

Continua a busca pela beleza do amor. Seria o amor aceitar o lado ruim de alguém? 

E quando a gente duvida do amor?

Eu duvido vem misturando brega, reggaeton, e é grito de expressão de raiva e da dor da insegurança. É uma música de cantar gritando.

6. O que podemos esperar do futuro de Malu Rizzo? Quais são os planos, projetos e metas que podem ser compartilhados com nossos leitores?

Temos mais 2 lançamentos já programados para terminar de contar nossa história em três atos! Com “Eu duvido” sendo lançada no dia 29/08. Queremos estreitar laços online com quem se identifica com o som. Mas o principal foco agora é em realizar trocas presenciais com o público, focar em desenvolver o nosso show não só estudando mas também vivendo ele, em diversos formatos, e entender a necessidade do público quando se trata de entretenimento. Entregar, sentir, entregar melhor.

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