Após dar vida a personagens marcantes no cinema e na TV, o ator pernambucano Nivaldo Nascimento se prepara para um novo desafio: interpretar o Reitor Afonso em Prazeres Insanos – Paleontologia do Medo, série de suspense em fase de produção no interior do Ceará. Gravada em cidades como Juazeiro do Norte, Barbalha e Aurora, a trama mistura elementos da cultura caririense com mistério e investigação criminal, em um universo onde feminicídios e rituais religiosos se entrelaçam.
Na série, Nivaldo interpreta um reitor de universidade que, ao lado de um ex-policial, investiga assassinatos de mulheres que abalam a região. Com um olhar inquieto e um passado nebuloso, seu personagem carrega a tensão que move os cinco episódios da primeira temporada. “É uma grande responsabilidade, estou presente em todos os episódios e já escalado para uma possível segunda temporada”, diz o ator.
Além de protagonizar, Nivaldo também participou do processo de seleção do elenco, priorizando artistas locais através de oficinas e encontros formativos. O objetivo, segundo ele, é valorizar vozes e corpos que representem a essência do Cariri. A série, escrita por Vaniele Oliveira e dirigida por Lamarck Dias, promete explorar com profundidade a riqueza simbólica e geográfica da região, trazendo à tona elementos como o reisado, os penitentes e o legado de Padre Cícero.
As gravações estão previstas para começar em agosto deste ano, e a estreia deve acontecer em 2026, em plataforma de streaming ainda não revelada. Reconhecido por sua entrega e intensidade, Nivaldo reafirma sua versatilidade ao se lançar em mais um papel desafiador dentro do audiovisual nacional.
Mais sobre o ator
Com uma carreira que atravessa o cinema autoral, a televisão e produções internacionais, Nivaldo Nascimento tem se destacado como um nome forte do audiovisual brasileiro. Atuou em filmes como Aquarius, Propriedade e O Agente Secreto, exibido no Festival de Cannes. Atualmente, pode ser visto como Rosendo na série Guerreiros do Sol (Globoplay), onde interpreta um dos coiteiros mais simbólicos do cangaço.