Os músicos Jonatas Onofre e Nando Zé voltam a se reunir em torno do projeto Olho D’água, desta vez para a gravação do audiovisual do disco, que acontece no dia 3 de dezembro, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, Recife). A apresentação tem incentivo da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via PNAB Recife, e contará com participações de André Luiz (trompete), Daniel Duarte (percussão), Vinicius Silva (sax e flauta), Jotta Lima (baixo) e Natalício Sales (percussão), sob produção geral de Alexandehn. Os ingressos são limitados e estão disponíveis pelo Sympla.
Com músicas como “Vítima Ínfima”, “Canção da Ilha”, “Preta/Sumiço” e “Pedra de Esquina”, o disco revisita diferentes momentos da trajetória de Jonatas. As canções ganham atmosferas renovadas, guiadas por reflexões sociais, religiosidade, natureza e ancestralidade afro-brasileira. A estética reduzida, sustentada apenas por dois músicos, nasce do desejo por um formato mais direto, que favorece viagens, ensaios e experimentações. O repertório combina canções recentes com outras compostas há mais de 15 anos, escolhidas por sua força narrativa.
A parceria entre Jonatas e Nando começou na UFPE, em 2016, quando ainda eram estudantes. Uma viagem a Itamaracá proporcionou seus primeiros experimentos, mas foi o convite para integrar o “Jonatas Onofre Quarteto”, em 2017, que consolidou essa relação musical. Na época, Jonatas havia lançado Aparición e chamou Nando para tocar no show, dando início a uma conexão artística contínua. Dessa vivência surgiu a ideia do duo, que resgata e ressignifica o repertório de forma íntima e inventiva.
As gravações do álbum ocorreram no Secreto Estúdio, no Recife, em três dias intensos sob direção de Alexandehn e Pedro Bettin. Teclado e bateria foram gravados simultaneamente, enquanto os demais elementos foram adicionados posteriormente. As participações de André Luiz, Luciano Emerson Leite e Natalício Sales tiveram impacto direto na consolidação dos arranjos, modificando a percepção inicial das músicas. Para os artistas, a contribuição desses músicos ampliou a dimensão sonora do projeto e ajudou a definir sua identidade.
A identidade visual de Olho D’água também ganhou destaque, com capa criada por Gust a partir de uma ilustração de Felipe Lemos, admirador do trabalho de Jonatas. As fotos são de Ralph Fernandes, e o conceito gráfico se estende às capas dos singles “Preta/Sumiço”, “Pedra de Esquina” e “Cabeças no Vento”. O material reforça o caráter de mergulho artístico do projeto, conectando estética e sonoridade. Com o audiovisual em gravação e o disco recém-lançado, o duo entra em uma nova fase, consolidando o reencontro criativo que impulsionou Olho D’água.