Festival AJODUN celebra a cultura preta e inaugura a Casa Aqualtune no Recife

Escute a matéria

A palavra Ajodun, que em iorubá significa celebração, dá nome e sentido ao AJODUN – Festival de Cultura Preta de Pernambuco, que estreia neste fim de semana celebrando a força e a diversidade das expressões afrodescendentes. O evento reúne música, fotografia, artes visuais, capoeira angola e gastronomia, e marca também a inauguração da Casa Aqualtune, espaço voltado à economia da cultura com protagonismo de mulheres negras. A primeira edição acontece neste domingo (16), na Rua das Águas Verdes, Pátio de São Pedro, em alusão ao Novembro Negro.

Idealizado pela jornalista e produtora Lenne Ferreira, o projeto nasce do desejo de unir linguagens artísticas e destacar a relevância da criação preta na ocupação dos espaços urbanos. “Queremos ressaltar a produção contemporânea de artistas e agentes que movimentam a cadeia produtiva da cultura em suas mais diversas vertentes, promovendo a ocupação urbana e a democratização do acesso à ciência das artes protagonizadas por fazedores da cultura preta e periférica”, afirma Lenne, co-idealizadora da Aqualtune, iniciativa que há sete anos acelera carreiras como as de Bione, DJ Boneka e Rayssa Dias.

A programação começa no sábado (15), às 10h, com a abertura da exposição “Caminhos de Axé”, do fotógrafo Maré das Almas, na Casa Aqualtune. A mostra reúne 20 imagens feitas entre 2023 e 2025 no Recife, Caruaru e Salvador, retratando corpos, sorrisos e batuques que mantêm viva a ancestralidade preta. Às 13h, a Capoeira Angola ocupa a Praça do Carmo com o encontro Afromandingas, que reverencia Zumbi dos Palmares com rodas e oficinas conduzidas por Jair Oliveira (Quilombo Semear) e Mestre Robson Santiago (Paraíba).

No domingo (16), o festival segue a partir das 16h com uma Feirinha de Artes Visuais, reunindo artistas recifenses. Às 17h, o DJ Kapivara assume o som com um set de reggae, seguido pelo Coco do Amaro Branco, apresentado por Juninho do Coco, recém-chegado de turnê pela Europa. A DJ Boneka, destaque recente do Festival Afropunk, encerra o evento com uma performance que mistura brega funk, rap, trap e afro house.

Autor

Compartilhe