Harry Potter e o Cálice de Fogo volta aos cinemas e conquista o Brasil! Filme tem nova reexibição marcada

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A cena poderia ser de 2005, mas aconteceu em pleno 2025: longas filas nos corredores, fãs vestindo cachecóis coloridos, risadas ansiosas antes da luz se apagar. A reexibição de Harry Potter e o Cálice de Fogo tomou conta dos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro, e o resultado deixou claro que a chama da saga nunca se apagou. Em apenas um dia, mais de 374 mil pessoas correram para rever o quarto capítulo da franquia, impulsionando uma arrecadação superior a R$ 7 milhões.

O movimento foi tão intenso — com sessões lotadas de norte a sul — que a Warner Bros. decidiu repetir a dose. A aventura retorna novamente às salas no dia 13 de dezembro, com ingressos em pré-venda a partir de 27 de novembro. As informações são do Almanaque Geek.

Um reencontro que vai além da nostalgia

Voltar ao mundo bruxo quase duas décadas depois revelou mais do que saudade. A nova exibição transformou-se em um momento coletivo, onde diferentes gerações se encontraram. Adultos que cresceram com Harry levaram os filhos. Adolescentes que só conheciam a saga pelas plataformas de streaming viram pela primeira vez os efeitos, a música e a tensão do Torneio Tribruxo em tela gigante.

O que se viu nos cinemas foram abraços emocionados, grupos exibindo varinhas iluminadas e espectadores que, ao final, aplaudiam como se assistissem a uma estreia. Não era apenas um filme voltando ao circuito: era um laço afetivo sendo reativado.

O capítulo que mudou o rumo da saga

O Cálice de Fogo sempre ocupou um lugar especial dentro da franquia. Dirigido por Mike Newell, o longa marca a transição entre a aventura infantojuvenil e o drama sombrio que definirá os filmes seguintes. O Torneio Tribruxo, com seus desafios grandiosos, apresenta uma dimensão visual que se destaca até hoje: o dragão cuspindo fogo, o lago silencioso que esconde perigos mortais e o labirinto que se fecha como se fosse um organismo vivo.

Mas é no cemitério dos Riddle que a história dá o salto definitivo. Voldemort, interpretado de forma sombria por Ralph Fiennes, retorna diante de um Harry cansado, machucado e assustado. Cedrico Diggory — papel que deu projeção internacional a Robert Pattinson — não sobrevive à tragédia, e o público reviveu na reexibição o choque e o silêncio doloroso que essa cena provoca.

Quase 20 anos depois, o impacto permanece intacto.

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