Joyce Alane é a convidada especial da edição 2025 do espetáculo “Baile do Menino Deus: Uma Brincadeira de Natal”, apresentado de 23 a 25 de dezembro, no Marco Zero do Recife. Finalista do Grammy Latino pelo álbum Casa Coração e indicada como revelação no Prêmio Multishow, a cantora e compositora pernambucana integra o elenco da encenação, que reúne anualmente cerca de 70 mil espectadores. O espetáculo revisita o nascimento do menino Jesus a partir de uma leitura artística, universal e não dogmática, marcada pela brasilidade. Em 2025, a montagem ganha ainda uma edição especial no Globoplay, com estreia nacional no dia 27.
Na apresentação, Joyce Alane interpreta três canções do repertório clássico do Baile, com músicas compostas por Zoca Madureira para o texto escrito há mais de 40 anos por Assis Lima e Ronaldo Correia de Brito. As canções “Beija-Flor e Borboleta”, “Cigana” e “Baile do Menino Deus” aparecem em momentos distintos da narrativa, que acompanha a jornada dos brincantes Mateus em busca da casa onde nasce o menino sagrado. O percurso é marcado por encontros com manifestações populares, personagens simbólicos e desafios que representam exclusão social e dificuldades de acesso, conectando tradição e reflexão contemporânea.
“Joyce Alane tem se destacado no cenário musical pela beleza de sua voz e presença de palco marcante. Tê-la como convidada no Baile do Menino Deus, interpretando três músicas do repertório, muito abrilhanta o espetáculo”, observa Ronaldo Correios de Brito. A cantora também ressalta o significado pessoal da participação: “Estou muito feliz de fazer parte dessa encenação. O Natal é uma data muito especial para a minha família, e muitos já foram assistir ao Baile nos anos anteriores. Esse ano vai ter um gosto especial me vendo participar”.
Símbolo de um Natal brasileiro, o Baile do Menino Deus contrapõe elementos tropicais às referências estrangeiras mais comuns dessa celebração. A encenação valoriza expressões culturais de matrizes indígena, negra e ibérica, abordando temas como inclusão, diversidade, meio ambiente e cidadania. A obra inspirou montagens em todo o país, tornou-se paradidático do MEC, ultrapassou 700 mil exemplares vendidos em livro e originou filmes gravados durante a pandemia. A participação de Joyce Alane reforça o rodízio de talentos que marca o espetáculo e atualiza o diálogo entre tradições populares e a música contemporânea brasileira.