Livro sobre cinema pernambucano é lançado no Festival de Gramado

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O livro “A Potência do Cinema Pernambucano”, do advogado especializado em Direito Audiovisual Diego Medeiros, foi lançado no Festival de Gramado no dia 16 de agosto, às 11h. A obra chegou ao Brasil depois de um pré-lançamento no prestigiado Festival de Cannes, em 2025, e contou com a participação do fotógrafo Victor Jucá, que assina imagens de bastidores de filmes de Kleber Mendonça Filho e Gabriel Mascaro.

A publicação destaca a força do cinema de Pernambuco, que vive uma fase de consagração mundial. O estado tem sido protagonista em prêmios recentes, como o Urso de Prata de “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, e os quatro troféus conquistados por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, em Cannes. As vitórias reforçam a relevância dos cineastas pernambucanos no cenário internacional.

No livro, Medeiros apresenta uma análise histórica e crítica da produção audiovisual desde “Baile Perfumado”, marco dos anos 1990, até os títulos mais recentes. Ele avalia aspectos culturais, artísticos, políticos e sociais que ajudaram Pernambuco a se consolidar como um dos polos mais premiados do cinema brasileiro. O estudo é resultado de anos de pesquisa e da experiência do autor no setor.

A obra reúne entrevistas com nomes importantes da cena pernambucana, como Gabriel Mascaro, Hilton Lacerda e Marcelo Gomes. Também participam as produtoras Emilie Lesclaux e Rachel Ellis, parceiras de longas reconhecidos como “Aquarius”, “Bacurau” e “Fim de Festa”. Os depoimentos ajudam a compor um retrato coletivo de resistência, criatividade e diversidade que marcam o cinema do estado.

“O cinema pernambucano é de resistência, persistência e pioneirismo e o livro retrata esse ecossistema fértil, expansivo, múltiplo e vencedor de prêmios e reconhecimento — um case de sucesso a ser conhecido e estudado”, afirmou Diego Medeiros durante o lançamento. Para ele, a obra também é fruto de sua atuação de mais de duas décadas como advogado do audiovisual, acompanhando filmes premiados no Brasil e no exterior.

Já o roteirista e diretor Hilton Lacerda ressaltou a relevância do trabalho: “é um livro muito importante, que salvaguarda a memória do cinema a partir de uma outra plataforma, o texto”. Medeiros destacou ainda que lançar a obra em Gramado, junto à coletiva de “O Último Azul”, foi uma honra em um momento único para o cinema brasileiro.

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