Milton Raulino estreia álbum que une autoconhecimento e referências dos anos 70 e 80

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O cantor, compositor e ator pernambucano Milton Raulino lançou nessa segunda-feira (1º) seu álbum de estreia, Quem é do mar, ama, disponível em todas as plataformas digitais. O trabalho marca o encerramento de um ciclo e reforça a ascensão do multiartista na cena musical do Recife em 2025. O disco reúne oito faixas autorais e abre uma nova etapa em sua trajetória criativa. A proposta celebra também a maturidade artística alcançada nos últimos anos.

O álbum apresenta uma narrativa que atravessa temas como autoconhecimento, cura e transformação pessoal, conectando arte e espiritualidade. As músicas refletem sobre existencialismo, relações afetivas e a ligação com o divino, a partir das vivências do artista enquanto umbandista e pessoa LGBTQIAPN+. Essa perspectiva íntima orienta o fio conceitual da obra. Cada canção reforça o caráter confessional do projeto.

Com direção musical de Breno Rocha, o disco aposta em uma sonoridade que mistura Indie Pop e Pop MPB, evocando referências das décadas de 1970 e 1980. A faixa-título sintetiza esse encontro ao apresentar uma estética etérea e dançante inspirada em artistas como Donna Summer, Daft Punk, Letrux e No Porn. No refrão, Milton entoa: “sou feliz, sou feliz, por me aceitar. Quem é do mar, ama”. As mensagens humanistas e espiritualistas permeiam todo o álbum.

A estreia consolida o percurso de Milton Raulino, que vem ganhando espaço na música desde 2023. Em 2025, ele lançou no YouTube a live session Milton Raulino Ao Vivo e circulou com o show Quem é do mar, ama em festivais como Festa da Música RNC e Rec’n’Play. “Esse álbum representa um recorte de inspirações que me formaram”, afirma. O artista espera que 2026 amplie as possibilidades de apresentar o repertório ao vivo “em novos palcos e para novos públicos”.

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