O cantor e compositor Olivier lançou, no dia 19 de novembro de 2025, seu primeiro álbum solo, Dias de Calor, já disponível nas plataformas digitais. O disco, produzido por Eutimyo com colaborações de BJ3 e do próprio artista, reúne nove faixas que transitam entre música eletrônica, drum and bass e indie rock. A estreia marca um novo passo na carreira do músico, conhecido também por seus trabalhos com a banda Ânima. O projeto apresenta um pop de linguagem dinâmica. É, segundo Olivier, um trabalho pensado para abrir novas possibilidades estéticas.
O artista encara Dias de Calor como um território de experimentação e como síntese de inquietações que já vinham surgindo em sua trajetória. “É um álbum sobre desejos, de querer, fazer, ser e estar”, afirma. “Os arranjos traduzem isso com as batidas, mais intensas, quase agressivas.” Ele destaca ainda elementos que evocam sensação de escape e subjetividade: “Os reverbs e delays e distorções, por exemplo, são ideias de uma ‘fuga da realidade’, que também fazem parte dos desejos que conduzem o disco”.
A construção do álbum se deu a partir da percepção de que as músicas compartilhavam uma mesma temática e pediam um formato maior. “As músicas estavam passeando nessa temática do desejo e eu e Eutimyo vimos que isso cabia num contexto maior, um álbum por inteiro”, diz. Olivier espera que o público se conecte profundamente ao material: “Quero botar o ouvinte para dançar, curtir, refletir, chorar… Enfim, que ouçam com intensidade”. A palavra, segundo ele, é chave para compreender Dias de Calor.
“Eu escrevi essas canções num período muito atribulado da minha vida”, conta Olivier. Ele explica que a força emocional do momento influenciou diretamente na estética sonora. “Quando começamos a gravá-las, também seguimos por melodias mais impactantes. Eu acho que ‘intensidade’ define bem esse disco por causa dessa força que aconteceu tanto na criação das faixas, quanto nas suas feituras em estúdio.” A proposta visual acompanha esse mesmo espírito.
O álbum também ganhou um curta-metragem gravado no Mirante São Francisco, em Olinda, no qual Olivier percorre um casarão antigo e experimenta diferentes estados emocionais guiados pelas faixas do disco. Projeções de imagens VHS do Recife reforçam a fusão entre cidade e artista. O projeto é incentivado pelo SIC, Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Secretaria de Cultura e Prefeitura do Recife, com direção de Vito Sormany e Gomes. “A gente conseguiu construir um trabalho só entre amigos… Pessoas muito talentosas, que estão vivendo no Recife ao mesmo tempo e que estamos todos querendo fazer arte da melhor maneira possível”, conclui.