O deputado João Paulo (PT) vai apresentar nesta quarta-feira, na Alepe, um projeto que cria o Dia Estadual da Cultura Popular em Pernambuco. A data escolhida é 12 de novembro, quando nasceu o rabequeiro Mestre Salustiano. A sessão também marca o início do Azougue Festival de Cultura Popular 2025, que segue até o domingo em homenagem aos 80 anos do artista.
Na cerimônia, o público poderá assistir à Quadrilha Raio de Sol Mirim e ao Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda, grupo formado pelos filhos de Salustiano. As apresentações reforçam o valor da família e da comunidade na preservação da cultura popular. A atividade é aberta ao público e faz parte da programação que celebra o legado do mestre.
Mestre Salustiano nasceu em 1945, no município de Aliança, na Zona da Mata Norte. Aprendeu a tocar rabeca ainda criança, acompanhando o pai em festas de cavalo marinho, maracatu e coco. Com o tempo, se tornou um dos maiores nomes da cultura popular de Pernambuco. Sua influência chegou à cena urbana e inspirou artistas do movimento manguebeat, nos anos 1990.
Em 2007, ele foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Morreu no ano seguinte, aos 62 anos, por complicações da doença de Chagas. O velório aconteceu na Casa da Rabeca, em Olinda, espaço criado por ele. Amigos, músicos e mestres populares se reuniram para prestar homenagem e celebrar sua importância para a cultura do estado.
Para o deputado João Paulo, a homenagem é uma forma de valorizar a força criativa do povo. “Instituir o Dia Estadual da Cultura Popular é celebrar o povo, suas tradições e a força criativa que move Pernambuco”, afirmou. Já o filho do mestre, conhecido como Mestre Salu, disse: “Estamos felizes em seguir preservando a cultura do nosso maior mestre. Esse reconhecimento celebra o amor e a vida que meu pai dedicou à cultura popular. É uma forma de mostrar que o legado de Salu continua vivo, pulsando no coração do nosso povo e chegando às novas gerações.”