Pernambuco é conhecido como um terreno fértil para iniciativas culturais independentes, e foi desse contexto que surgiu o projeto Cultura Colaborativa PE. A proposta nasceu do desejo de mapear, conhecer e divulgar espaços que fortalecem a arte e a cultura nos territórios onde atuam. O resultado é uma série documental que apresenta diferentes casas colaborativas do estado. O trabalho também gerou uma publicação com informações e sugestões para gestores públicos e mantenedores desses espaços. O objetivo é contribuir para políticas culturais mais eficazes e conectadas com a realidade local.
A série reúne oito episódios, gravados em cidades como Petrolina, Santa Cruz, São José do Egito, Arcoverde, Surubim, Goiana e Recife, além da iniciativa itinerante Som na Rural. “Este é um projeto de pesquisa cultural na linguagem de Design, que busca não só contar as histórias dos espaços e que tipos de impactos promovem nos territórios, mas também as dificuldades de fazer cultura nesses locais”, explica o diretor Arthur Braga. Os episódios já começaram a ser disponibilizados gratuitamente no canal CEÇA – CoLaboratório, no YouTube, e seguirão sendo lançados até o dia 18 de dezembro. A trilha sonora é formada exclusivamente por artistas pernambucanos, reforçando o vínculo com as regiões retratadas.
A iniciativa foi construída a partir de uma pesquisa em Design, voltada a entender problemas enfrentados por agentes culturais e buscar soluções a partir do diálogo com eles. O estudo começou com uma chamada pública que abrangeu todas as regiões do estado. No projeto, casas colaborativas são entendidas como “comunidades de pessoas que se articulam em torno de um espaço físico, as quais se juntam para experimentar modos de vida mais distribuídos e abundantes do que centralizados e escassos”. Essa visão reforça a importância da noção de comunidade. O recorte amplia a compreensão sobre como esses espaços funcionam e se sustentam.
Ao todo, mais de 120 locais independentes foram mapeados, representando a diversidade cultural do estado. A partir desse levantamento, diferentes iniciativas foram selecionadas para compor os episódios da série documental. O conteúdo destaca as particularidades de cada espaço, suas relações com os territórios onde atuam e os desafios compartilhados no fazer cultural. Entre os locais retratados estão iniciativas de música, teatro, artes visuais, literatura, design, gastronomia e outras linguagens. Cada episódio contribui para um panorama rico e plural.
Os próximos episódios seguirão a seguinte ordem:
02/12 – Episódio 3: Instituto Lourival Batista: Poesia que Brota no Sertão do Pajeú
04/12 – Episódio 4: Ateliê Valcira Santiago: Afeto e Resistência em Goiana
09/12 – Episódio 5: Reduto Coletivo: Cultura em Cena no Agreste
11/12 – Episódio 6: Riso da Terra: Cultura que Floresce na Porta do Sertão
16/12 – Episódio 7: Daruê Malungo: Educação e Memória em Chão de Estrelas
18/12 – Episódio 8: Casa Cores: Acolhimento e Orgulho no Sertão do São Francisco