Com o troféu de Artista Revelação do Prêmio da Música Brasileira debaixo do braço, o recifense Fitti convida seus conterrâneos a celebrar com o show “Transespacial”, baseado no disco de estreia de um dos cantores mais originais da atual cena nacional.
Selecionado pelo edital Natura Musical para circulação, o espetáculo chega ao Teatro do Parque dia 24 de julho, às 19h30, com repertório especialmente montado para a ocasião. Além das canções que levaram a obra a ser indicada ao Grammy Latino, o encontro antecipa para os pernambucanos músicas de “Fitti Canta Ney”, uma ode a Ney Matogrosso que vem ganhando os palcos do Brasil sob a perspectiva autoral e contemporânea impressa por Fitti, com produção de Pupillo e Marcus Preto.
O álbum “Transespacial” (2024), produzido por Zé Nigro, integra ritmos nordestinos, sintetizadores, beats eletrônicos e atmosferas espaciais para falar da relação do indivíduo com suas emoções e complexidades.
No show do Recife, que vem com roupagem nova (do roteiro ao figurino ‘mais humano e menos intergaláctico’), haverá participação da cantora e compositora Isabela Moraes, parceira de Fitti no coletivo Reverbo. A banda é formada por Juliano Holanda (guitarra), Vic Vilandez (baixo), Milla Bigio (percussão), Gilú (percussão), Lucas Araújo (bateria) e Vinicius Nogal (sanfona).
O ARTISTA – Seja pela coragem e sensibilidade que definem sua criação ou pelo timbre singular e identidade sonora, Fitti é facilmente reconhecido pela sua arte, que o posiciona como uma voz essencial e particular da música brasileira contemporânea, como confirma seu histórico recente.
Este ano, com Zélia Duncan, protagonizou “Zélia & Fitti Cantam Ângela & Cauby”, espetáculo musical roteirizado pelo DJ Zé Pedro que une duas gerações da MPB para celebrar Ângela Maria e Cauby Peixoto. Em 2025, grandes reconhecimentos. Fitti foi convidado a se apresentar ao lado de Vanessa da Mata no Prêmio da Música Brasileira em homenagem a Chitãozinho e Xororó, interpretando uma versão potente de “Galopeira”. Também participou do episódio de estreia do programa “O Novo Sempre Vem”, conduzido por João Marcello Bôscoli, na TV Cultura. A indicação de “Transespacial” ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa” representou importante marco: Fitti foi o primeiro cantor transmasculino da história do prêmio a receber essa nomeação.
Cantor, compositor, ator e produtor musical de 28 anos, Fitti começou a cantar aos 14, explorando os palcos locais e desenvolvendo uma identidade artística que atravessa gêneros, linguagens e formatos da música ao audiovisual, compondo, atuando e produzindo. Participou de projetos aclamados como o espetáculo “Dominguinhos – Isso Aqui Tá Bom Demais” e a série “Só Se For Por Amor”, da Netflix.
Tem no Recife seu berço afetivo e criativo. “Sou um bairrista nato”, costuma dizer. Foi na capital pernambucana que construiu sua essência como artista e como pessoa. Cresceu em uma casa onde a música era presença constante: “Painho e mainha cantavam pelas estradas, pelas alegrias e pelas tristezas do cotidiano”.
Dessa vivência, nasceu sua relação orgânica com o canto – primeiro nos shows improvisados na sala de casa e no pátio do colégio, depois em eventos e casas de espetáculos. Suas referências musicais revelam a amplitude de seu repertório: de Flávio José a Cátia de França; de Anastácia a Groundation; de Ney Matogrosso a Tom Jobim; de Núbia Lafayette a Chico Science. Essa diversidade molda uma sonoridade que ele próprio define com naturalidade: “Faço, de fato, Música Brasileira”. O termo MPB o abraça, mas sua obra vai além de rótulos, combinando nordestinidade, lirismo, intensidade e um timbre inconfundível.
SERVIÇO
Fitti em “Transespacial”
Dia 24 de julho de 2026, às 19h30
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista, Recife
Informações: (81) 99488-6833 e @fitti_____
Ingressos à venda na Sympla:
R$ 60 e R$ 30 (meia)
Link: https://www.sympla.com.br/evento/fitti-show-transespacial/3486410
Foto: Kaique Minotteli