Baile do Menino Deus leva cortejo inédito às ruas do Recife Antigo

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O “Baile do Menino Deus: Uma brincadeira de Natal” amplia sua programação neste domingo com um cortejo inédito pelas ruas do Recife Antigo. A concentração está marcada para as 15h30, no Cais da Alfândega, reunindo expressões populares como pastoris, reisados e cavalo marinho ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife e blocos líricos. A proposta aproxima o clima natalino do universo carnavalesco. A ação antecede as apresentações tradicionais dos dias 23, 24 e 25 no Marco Zero.

O percurso seguirá até a Praça do Arsenal da Marinha com músicos, cantores, bailarinos e grupos da cultura popular integrados ao elenco da ópera natalina. No trecho final, blocos líricos, a Orquestra Sinfônica e passistas da Escola de Frevo do Recife reforçam o tom festivo. Ao todo, cerca de 300 participantes estarão envolvidos diretamente na iniciativa. O cortejo busca reacender manifestações natalinas que vêm perdendo espaço na rotina cultural.

“Ao longo desse tempo, a gente vem ganhando um reconhecimento da imprensa local e nacional como o grande espetáculo de Natal deste país”, destaca Carla Valença, diretora de produção do Baile. Ela celebra o convite da Prefeitura do Recife e lembra que o cortejo integra artistas que dialogam com o ciclo natalino, incluindo pastoril, reisado, cavalo marinho e a Escola Pernambucana de Circo. A ação é realizada pela Relicário Produções em parceria com a gestão municipal. Para Carla, o projeto reforça o vínculo afetivo do evento com o público.

O autor e diretor Ronaldo Correia de Brito ressalta o diálogo entre tradições natalinas e a sonoridade de blocos recifenses. “As cantigas de lapinha e de pastoril acabaram se tornando marchas de bloco carnavalesco”, explica. Ele afirma que o cortejo reunirá manifestações típicas do ciclo natalino, como reisado, guerreiro, pastoris e cavalo marinho. Dois blocos clássicos — Pierrot de São José e o das Ilusões — encerram o trajeto com marchas que também integram o Baile.

A edição deste ano apresenta novidades na encenação, como a participação do bailarino Dimas Popping, que leva ao espetáculo a dança de rua marcada por movimentos robóticos. Também marca presença o sanfoneiro Flávio Leandro, estreando na apresentação ao ar livre após participar do filme de 2021. O elenco ganha renovação com a entrada de Djaelton Quirino no quarteto de Mateus, ao lado de Sóstenes Vidal, Arilson Lopes e Daniel Barros, substituindo Paulo Pontes, envolvido em outros projetos.

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